
As zonas afetadas pelo derramamento do Golfo até agora. ©ABC News.
Utilizando robôs submarinos, a empresa posicionou uma nova tampa sobre o poço e, pela primeira vez depois de mais de 80 dias, o vazamento foi totalmente interrompido. Neste período, governo dos Estados Unidos calcula que tenham sido derramados entre 94 e 185 milhões de litros no Golfo do México.
A tubulação submarina que despeja petróleo no oceano estava coberta por uma tampa que não conseguia impedir boa parte do vazamento. O petróleo coletado é enviado por tubulações a navios na superfície.
Estrutura submarina existente para controlar o derramamento. ©ABC News.
Recriação da tampa atual, ABC News. ©ABC News.
Imagem real da tampa atual, com vazamento. ©ABC News.
A nova tampa seria suficientemente forte e ajustada para enviar o óleo até os barcos até que a BP termine a construção dos poços de alívio (a solução que funcionou quando um desastre de proporções similares ocorreu há 30 anos).
Recriação da nova tampa. ©ABC News.
Segundo a ABC, estes esforços de contenção só puderam ser executados devido a uma mudança nas condições climáticas da área, permitindo um maior número de manobras essenciais à operação.
Enquanto isso, os Estados Unidos debatem a questão da exploração petrolífera: o presidente Barack Obama havia proibido perfurações depois do desastre do Golfo, mas a decisão foi suspensa por uma corte federal.
Para avançar nas negociações com as empresas do setor, há algumas semanas foi nomeado o novo diretor do Bureau de Gerenciamento, Regulação e Aplicação de Energia Oceânica, que supervisionará as perfurações petrolíferas. Mas tudo indica que o país continuará em uma posição intermediária, sem medidas drásticas.
De acordo com a AP o novo diretor da agência, Michael Bromwich, garantiu que não tem medo de colocar executivos de empresas petrolíferas na prisão, mas tampouco é um fanático anti-exploração. “Não vou dizer que elas não podem perfurar, mas também não vou dizer que podem fazê-lo ignorando normas de segurança e ambientais”, ressaltou.
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