24 ago 11

Dados da Previdência revelam que o número de licenças concedidas a pessoas com estresse cresceu 28% no primeiro semestre deste ano

Por Redação, www.administradores.com.br

 

Um dado preocupante chama atenção para a qualidade de vida dos profissionais brasileiros. Segundo a Previdência Social, apenas nos primeiros seis meses deste ano, 109 mil pessoas receberam auxílio-doença por conta de efeitos gerados pelo estresse, contra 85 mil casos registrados mesmo período de 2010. E não é só isso: estudo realizado pela unidade brasileira da International Stress Management Association (Isma-BR), associação especializada na prevenção e estudo do estresse, aponta que 70% da população economicamente ativa do país já sofre com o problema.

“Jornadas permanentes que ultrapassam 10 horas por dia e acúmulo de tarefas são fatores cada vez mais presentes no cotidiano das empresas e a pergunta que fica é: está valendo à pena? Ao que tudo indica, a resposta é não”, afirma Anderson Cavalcante, administrador de empresas e especialista em desenvolvimento das competências humanas.

“Em vez de verem seus resultados melhorando, as organizações estão fazendo com que seus colaboradores fiquem desmotivados, sem energia e incapacitados de buscarem as metas estabelecidas”, complementa Cavalcante.

Entre as recomendações para diminuir os níveis de estresse, o especialista dá dicas que podem ser aplicadas ao dia a dia. “O trabalho deve ser uma atividade prazerosa, não uma tortura. Além de cuidados com pontos básicos, como alimentação e realização de atividades físicas, o profissional deve refletir sobre pontos como produtividade e a importância atribuída ao que se faz”, afirma Cavalcante.

Compreenda as mensagens do seu corpo

Ficar atento aos sinais do estresse pode ajudá-lo a tomar medidas preventivas antes de a situação fugir do controle e exigir tratamentos complexos. De acordo com a Isma-BR, ao se falar em sintomas físicos, 38% das pessoas passam por distúrbios do sono e 86% são afetadas por tensão muscular e dor de cabeça. Ansiedade e angústia atingem, respectivamente, 81% e 78%. “Nosso corpo está sempre emitindo recados importantes e precisamos levá-los a sério. Quando perceber que algo está errado, não demore para tomar uma decisão e mude a sua realidade”, finaliza Cavalcante.

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Filed under: COMPORTAMENTO,Recursos Humanos,Responsabilidade Social

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