19 ago 10

Por Ássima Ferreira, professora da Fundação Dom Cabral

Você conhece alguém que está insatisfeito com o trabalho? Sabe aquelas pessoas que não encontram prazer na profissão, sentem-se infelizes, vêem apenas os aspectos negativos da vida, vão trabalhar todos os dias desanimadas ou acham a rotina da empresa em que atuam um verdadeiro martírio?


Embora tenha sido comum encontrarmos indivíduos nesta situação, vale ressaltar que o futuro é pouco promissor para elas tanto na empresa em que trabalham quanto para sua própria carreira. Afinal, nenhuma empresa quer reter profissionais insatisfeitos ou pouco motivados. Além disso, tal comportamento pode acabar se estendendo a outros aspectos da vida das pessoas, minando sua energia e trazendo dificuldades também para os relacionamentos afetivos.

Bem, se você acha que precisa reagir e mudar a maneira como percebe ou tem se envolvido com seu trabalho, saiba que é possível rever sua vida profissional e, ainda, seus relacionamentos afetivos. Nesse processo, é fundamental que você invista no autoconhecimento.

É preciso descobrir o que pode lhe proporcionar maior realização profissional. Ou seja, buscar conhecer com mais profundidade seus desejos, suas competências e identificar atividades que lhe proporcionam prazer, poderão contribuir para que você se sinta mais feliz e tenha um desempenho diferenciado.

Por outro lado, é preciso ter consciência de que as organizações não são perfeitas. Nesse sentido, deve-se procurar empresas que tenham políticas e práticas de gestão compatíveis com seus valores ou com aquilo que você considera importante profissionalmente.

Além disso, todos nós temos uma possibilidade que, em várias situações, não sabemos como aproveitá-la: a capacidade de fazer escolhas. Cabe a nós mesmos tomar decisões sobre a trajetória que queremos percorrer em nossa vida e promover as mudanças necessárias em determinados momentos.

Muitas vezes, não é preciso necessariamente mudar de empresa, mas pode-se, por exemplo, procurar exercer novas funções ou atividades ou, ainda, repensar seus objetivos e metas. Novos desafios, provavelmente, levarão ao crescimento profissional e ao desenvolvimento da carreira.

De qualquer forma, é fundamental buscar um equilíbrio no tempo dessas mudanças. Não é possível passar uma vida inteira insatisfeito, sempre dizendo: “eu dependo financeiramente deste emprego, tenho medo de sair e nunca estarei livre”. Assim como não há lugar para a impulsividade e para tomar decisões quando se está tomado por fortes emoções: “não agüento mais esta empresa! Amanhã não volto mais aqui!”.

O melhor caminho é fazer um bom planejamento de vida, definindo metas e objetivos e traçando estratégias para as mudanças que inevitavelmente virão em sua busca pela felicidade e realização profissional. E, como essas mudanças de postura terão reflexos também na sua vida pessoal, procure se conhecer identificando com clareza o momento atual de sua vida e o porquê de tomar este ou aquele rumo.

Em outras palavras, as mudanças também exigem planejamento, inclusive com um cronograma financeiro para que você tenha o suporte necessário até alcançar o seu objetivo. Uma guinada profissional pode implicar, por exemplo, em uma reciclagem acadêmica ou na busca de novas habilidades. Para isso uma reserva financeira é fundamental.

O importante é não deixar sempre para depois a decisão por mudar. Não encarar a necessidade de mudança quando se está insatisfeito pode trazer prejuízos ainda maiores, pois você acaba ficando acomodado, obsoleto e, sobretudo, infeliz.

Related Posts with Thumbnails
  • Facebook
  • Twitter
  • Email
  • Digg
  • Google Buzz
  • Orkut
  • LinkedIn

Filed under: Carreira,COMPORTAMENTO,Recursos Humanos

Trackback Uri




2 Comentários.

  • Flavia disse:

    Comentário do Floro:
    Acompanhem a visão da Ássima Ferreira, conformando a necessidade de que nós possamos tomar as decisões qie possam nos levar para perto de nossas (escolhidas por nós mesmos) realizações.
    Um dos pontos de grande importância está na nossa difinição clara de seus objetivos (longo prazo) e metas (curto prazo).
    Experimente definir seus objetivos, trace suas metas e trabalhe para obter as competências que você precisa para ser reconhecido.
    Faça seu projeto (http://www.floro.com.br/ – Projeto de vida e carreira) e veja como, depois de escrevermos nossos objetivos, podemos direcionar nossos recursos (tempo e dinheiro) com foco em nosso próprio crescimento.

    Boa leitura!
    Floro

  • Erik Bernardes disse:

    Boa tarde Professora Assima,

    escrevo para a revista Guia Pessoal de Finanças, da Editora Minuano, e temos uma coluna sobre RH. Gostaria de publicar esse artigo na revista, é possível?

    Abraços,

    Erik Bernardes



Deixe um comentário