28 jul 10

Todos têm talento, mas em áreas e graus diferentes.

Por Roberto Recinella

 A definição do dicionário para talento é uma grande e brilhante inteligência; agudeza de espírito; disposição natural ou qualidade superior; espírito ilustrado e inteligente; grande capacidade; pessoa possuidora de inteligência invulgar.

Enfim como na maioria das definições depois que acabamos de ler ficamos ainda mais confusos.

Isto ocorre, pois o ser humano tem necessidade de rotular e classificar tudo e todos, mas sabemos que na vida real muitas situações, competências e acontecimentos não se limitam a meras definições. Somos seres complexos que extrapolam limites e classificações.

Em minha opinião não existe uma definição exata para talento. Talento se prova, se revela , se destaca mas não se explica. Atualmente usa-se o termo talento para designar a habilidade extraordinária que algumas pessoas possuem para realizar atividades diárias, ao ponto de se destacarem por isso.

Todos têm talento, mas em áreas e graus diferentes.

Como se fosse um caleidoscópio da vida que ao invés dos pequenos fragmentos de vidro colorido que a cada movimento apresenta combinações variadas de imagens devido ao reflexo da luz exterior tivéssemos talentos compostos por diversas atitudes , competências e habilidades que são moldados através dos desafios e reflexos da vida.

Os talentos deste caleidoscópio da vida deve se adaptar conforme a mudança e evolução do mercado e do mundo.

Um dos grandes desafios pessoais do século XXI é descobrir o seu próprio talento e o caminho para conseguir fazer isso é através do autoconhecimento.

Avalie suas atividades e descubra aquilo que realmente lhe encanta, a sua paixão, a atividade que você se dedica sem perceber o tempo passar, aquela que as pessoas o elogiam.

Enfim basta a pessoa descobrir o que sabe fazer melhor do que os outros. Preste atenção nestes sinais e você descobrirá seus talentos e também a falta deles.
È importante ressaltar que o talento não é apenas uma característica que nasce com as pessoas, ele pode e deve ser desenvolvido e aprimorado. Se um a pessoa tem um talento ajuda, mas não é o suficiente , ela precisa estudar e praticar muito para desenvolvê-lo e assim poder se destacar. Por outro lado uma pessoa muito esforçada pode desenvolver um talento não nato.

Mas ninguém supera uma pessoa que nasce com um talento e consegue desenvolve-lo com mestria, ela com certeza atinge a excelência. É isso que chamamos de Dom.

Para desenvolver seus talentos você deve praticar a C.H.A.M.A, conhecimento, habilidade , atitude , motivação e amor. Não basta apenas nascer com o talento ou descobrir que ele é importante para seu crescimento, temos que aplicá-lo nas tarefas diárias e por fim ter vontade de fazê-lo com motivação e muito amor, isto é, gostar do que se faz.

Cito o exemplo de um grande pianista de reconhecimento internacional que foi indagado por um fã que lhe disse que daria a vida para ter o seu talento

E ele respondeu: Eu dei a minha vida para tê-lo.

Outro grande desafio é alem de descobri-los e saber como e aonde aproveitá-los alem de conseguir fazer com que este talento seja o “trampolim” no seu desenvolvimento profissional.

O ideal é tentar relacionar o seu talento com as áreas de seu interesse, com suas competências, e aplicá-los em seu projeto de carreira e de vida.

Um forma eficaz de descobrir , lapidar , desenvolver e aplicar o seu talento é elaborando um plano estratégico de desenvolvimento pessoal, ou seja, quais ações devem ser tomadas para desenvolver cada uma das competências necessárias para seu crescimento profissional e pessoal, mas lembre-se do que diz o consultor americano Richard Leider “Se você foca as fraquezas, consegue levá-las até a media. Mas quando foca nos pontos fortes, no que as pessoas gostam de fazer, seus talentos, aí você pode levá-los até a maestria”

Existem inúmeras ferramentas no mercado que nos auxilia a realizar uma auto-analise de competências, aquelas que estão acima da media e também as que estão abaixo da media.

Cabe a cada um criar sua própria estratégia pois como disse Warren G. Lester “O sucesso na vida não depende de receber boas cartas, mas de jogar bem com cartas ruins”

Suce$$o

Roberto Recinella

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Filed under: Carreira,COMPORTAMENTO,Recursos Humanos

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