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Administração financeira em empresas de varejo

No mundo atual dos negócios, globalizado e extremamente competitivo, é fundamental que as empresas, sejam elas de qualquer porte e ramo de atividade, tenham como parte de sua cultura a prática do planejamento. Isto implica no conhecimento profundo do seu negócio. Conhecer o seu público-alvo, seus concorrentes e suas práticas, seus fornecedores.

O Planejamento deve ser um processo contínuo e sistematizado. É uma antecipação, com base nos conhecimentos do mercado, dos resultados futuros da empresa, ou seja, define os objetivos a serem alcançados. Permite o acompanhamento dos resultados da empresa (comparação entre o planejado e o efetivamente realizado) levando a tomada de decisão para correção de rumo quando estes estiverem se desviando dos objetivos.

Nas empresas de varejo, o principal investimento é representado pelo Capital de Giro, e este depende do seu Ciclo econômico-financeiro.

O que é Ciclo econômico-financeiro? Representa o espaço de tempo entre o momento da compra e o momento em que o empresário recebe do seu cliente. A situação mais comum, em que o empresário financia o seu capital de giro, pode ser representada graficamente da seguinte forma:

Administração financeira em empresas de varejo

Como podemos verificar pelo gráfico, existe um período em que o empresário necessita de recursos para financiar o seu Capital de Giro. Quanto menor for esse período melhor será a situação financeira da empresa. Para que isso aconteça, algumas decisões podem ser tomadas:

1) aumento do prazo de pagamento aos fornecedores;
2) redução do prazo de recebimento dos clientes;
3) um sistema de cobranças eficiente;
4) controle das compras em função das previsões de vendas, reduzindo o prazo médio de estoques.

As duas primeiras opções são geralmente mais difíceis de controlar por práticas de mercado no ramo de atuação da empresa, ou seja, os prazos concedidos pelos fornecedores são semelhantes para todos os fornecedores e há uma grande resistência por parte deles em mudar essa prática.

No caso do prazo de recebimento, geralmente o empresário tende a acompanhar os prazos praticados pelos seus concorrentes. Mesmo sendo mais difíceis de controlar, o empresário deve fazer todo o empenho para negociar esses prazos.

Assim, a alternativa que está sob maior controle do empresário é o controle de compras em função da previsão de vendas, que só poderá ser praticada se houver um bom planejamento.

O ideal é que o empresário planeje suas compras em função dos prazos de entrega de seus fornecedores. Ou seja, manter estoques suficientes para atender as vendas previstas até à próxima entrega de mercadorias pelo fornecedor, considerando uma margem de segurança em função de imprevistos que possam vir a atrasar essas entregas.

Outra realidade, que costuma causar problemas aos empresários, é a diferença entre empresas capitalizadas e empresas descapitalizadas, devido à grande diferença entre as taxas de captação e de aplicação de recursos. As empresas capitalizadas podem conceder maiores prazos aos seus clientes, pois os juros embutidos nesse financiamento costumam ser superiores aos que seriam obtidos em aplicações financeiras de mercado. Já as empresas descapitalizadas, para acompanharem a concorrência, são obrigadas a recorrer a financiamentos bancários que têm taxas superiores àquelas praticadas pelas empresas capitalizadas, ficando assim em desvantagem com relação a elas.

Há setores em que existe o efeito da sazonalidade, ou seja, meses de vendas altas e meses de vendas baixas. Nesse caso o empresário deverá constituir um fundo, nos meses de vendas altas, para suprir suas necessidades de recursos nos meses de vendas baixas.

Outro fato bastante comum entre micros, e pequenas empresas, é a corrida aos bancos nos meses de novembro e dezembro para obtenção de financiamentos para pagamento do décimo terceiro salário a seus funcionários. É de boa prática, que o empresário faça um fundo de reserva durante o ano pra suprir essa necessidade, evitando assim as altas taxas de juros decorrentes da grande procura por esses financiamentos.

Como podemos observar pelo exposto, é de fundamental importância um bom planejamento das atividades da empresa, com vistas a minimizar as "surpresas" com as quais os empresários de micro e pequenas empresas costumam se deparar em alguns momentos da sua vida empresarial.

José Eduardo Ferreira Lopes
Consultor - Sebrae-SP 


Fonte: Site SEBRAE-SP

 

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