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Custos que nunca mudam e custos sujeitos a mudanças

Quando falamos em custos, duas importantes formas de agrupá-los vêm à mente das pessoas que lidam com eles: custos diretos e indiretos e custos fixos e variáveis.

São considerados custos diretos, aqueles que se identificam diretamente com os produtos fabricados como os materiais diretos e a mão de obra direta. Já custos indiretos, são aqueles cuja alocação ao produto depende de critérios de rateios subjetivos, ora com um grau de precisão maior, ora menor, dependendo da relação do custo com o processo de produção. Entre outras, uma das importâncias deste agrupamento reside na necessidade de se comparar o preço de venda de um produto com o seu custo de produção, para apurar o resultado obtido com a venda.

Conhecemos custos variáveis como aqueles que se alteram proporcionalmente às modificações no volume de vendas, sendo fixos em termos unitários, enquanto custos fixos não se alteram face à inconstância dos volumes de vendas, razão pela qual se alteram unitariamente conforme varia o volume de vendas. Assim, a matéria-prima, a mão-de-obra direta, comissão de vendedor e tributos enquadram-se como custos e despesas variáveis, enquanto o aluguel e a depreciação enquadram-se como fixos.

Agrupar os custos em fixos ou variáveis é de fundamental importância para a determinação do ponto de equilíbrio das empresas. Ao dividirmos os custos fixos totais pelo preço unitário subtraído dos custos variáveis unitários, subtração esta denominada "margem de contribuição", chegamos à quantidade mínima que a empresa precisa vender para que não atue com prejuízo, quantidade esta que conhecemos como "ponto de equilíbrio operacional".

Embora estes agrupamentos sejam de vital importância dentro da área contábil e financeira, a ponto de muitos profissionais destas áreas os terem como únicos quando se fala em custo, eles não esgotam as possibilidades quando analisamos custos.

Se pensarmos custos do ponto de vista da ocorrência temporal do desembolso, poderemos observar que há custos que já ocorreram e custos que ainda ocorrerão.

Dentro desta ótica, temos então dois grupos bem distintos: um como importante ferramenta para a análise do que se passou e outro que se beneficia desta análise, para uma melhor estruturação dos desembolsos que virão sem sombras de dúvida.

Informações de custos calcadas nos valores já desembolsados, primeiramente confirmam aquilo que já temos noção através da vivência do dia a dia da empresa, como por exemplo, a relação passada entre receitas, custos e volumes de vendas que nos auxilia a predizer, com bom grau de precisão, o que ocorrerá, a continuar tudo como está.

Porém, não é neste ambiente que a grande maioria das microempresas e empresas de pequeno porte vivem. A realidade para a maioria delas é um ambiente altamente competitivo, com pouca margem para aumentos de preços ou de volume de vendas, razão pela qual, análises mais profundas dos custos que já ocorreram, podem nos levar a refletir sobre como fazer para que possamos diminuir tais gastos.

Muitas vezes, não é o negócio que está se tornando inviável, mas nós que não estamos notando que aquilo que um dia já foi uma boa prática, hoje não é mais. Independentemente de serem diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, podemos e devemos estar sempre analisando os custos, para que no momento do desembolso, tenhamos conseguido o menor valor, com o melhor resultado para a empresa.

Considerar todos os custos e despesas que ainda não ocorreram passíveis de alteração, pode nos garantir uma maior diferença entre as receitas e os custos, ainda que não se alterem preços unitários e quantidades vendidas, aumentando assim o retorno do negócio. E para fazer valer esta possibilidade, é preciso perspicácia. Reanalisar processos, acompanhar o desenvolvimento de novas tecnologias na área, procurar ganhos de escala, fazer um bom planejamento tributário, negociar valores e prazos, prospectar novos fornecedores, analisar novas possibilidades para diminuir ociosidade e desperdícios, determinar um custo padrão ideal para tê-lo como meta. Tudo isto pode levar a diminuir os custos antes que eles se efetivem. Mais que isto, pode nos levar a analisar novos cenários, a partir de um preço menor, com ganho de escala, face a um aumento de vendas.

Lembre-se: depois de efetivado, não há mais como rever o custo, razão pela qual é importante o esforço de análise antes de se efetivar o gasto.

José de Arimatéa Dantas
Consultor - Sebrae-SP


Fonte: Site SEBRAE-SP

 

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